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segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Caminhando e quase Acampando em Carrancas


Continuando a história que começou em Ibitiopoca...

Atravessamos o rio Capivari em direção à Carrancas.




 Mais 30 km de estrada de chão em terras mineiras no valente "Audaz".




Sem desanimar e um tantos ansiosos por chegar, já que não tínhamos acertado com antecedência a estadia em um camping em Carrancas. Queríamos tanto conhecer esse lugar cheio de águas que nos aventuramos, mesmo assim, pois sabíamos da existência de 2 campings na região. Férias e aventura fazem uma mistura infalível, não é mesmo?

E fomos nós... 
Caminhando com o Clube de Esquina.





Chegamos na cidade por volta das 15 horas...exaustos...eramos poeira da cabeça aos pés. Fomos procurar os campings que tínhamos conhecimento.

O primeiro camping que fomos  fica no centro da cidade.
Bem... o que vimos não era a nossa proposta, já que ficar confinados em um terreno pequeno, cercado com muros altos, sem a menor chance de acomodar a "Lindona" fez que desistíssemos dessa opção.

Fomos para a segunda tentativa. Vai dar certo! (nosso desejo esperançoso...)

Chegamos no Camping da Ponte, mais ou menos uns 2 km do centro da cidade. Camping grande e parecia ter uma boa estrutura, mas... o camping estava vazio e ninguém para nos atender. Ficamos ali por algum tempo, andamos no local e não tinha viva alma para nos dar informação. 







Pois é... inverno, agosto, baixa temporada, escurecendo, fome, cansaço e vontade enorme de tomar um banho, fez que a gente seguisse, na intuição, para o "Complexo da Zilda". Mais 10 km de estrada de chão sem ter a menor ideia do que iríamos encontrar.

Até que chegamos... enfim...e agora?


vista do vale onde fica o Complexo da Zilda



Ih! aqui tem camping!!!!!

Mas...sem chance de ficar, já que a estrutura é bem precária. 
O que é uma pena, por que o lugar é bonito e  dentro do camping a tem cachoeira do Escorrega.

 

banheiros e lava pratos



Por sorte encontramos um chalé para alugar. 
Ficamos no chalé verde.



Imagine a decepção depois de tanto andar pra não acampar?

Por isso o título do post: Caminhando e QUASE acampando em Carrancas.

Detalhe...nesse lugar não existe um lugarzinho pra comprar comida.O restaurante, que fica dentro do Complexo,  só deve abrir nos fins de semana e feriados.

Mas, como adoramos fazer nossa comidinha na barraca tínhamos um suprimento que quebrou o maior galho nesse dia. E na cozinha do chalé preparamos o nosso almoço ajantarado.. ou jantar almoçado...ah! qualquer coisa que  fizesse nos sentir melhor depois de um longo dia de viagem e um tanto decepcionante por não estarmos sob a "Lindona".




Ficamos até quinta-feira de manhã e aproveitamos a proximidade para conhecer, no dia seguinte (terça-feira), o Complexo da Zilda que conta com várias cachoeiras super bonitas.

Cachoeira dos Índios: primeira queda d'água, bem pertinho da entrada do Complexo e do restaurante que estava fechado. Ao lado da cachoeira tem o Sítio Arqueológico com as pinturas rupestres (que não são muitas)









Lugar bonito e ótimo para tomar banho.

Mas, o Complexo tem muito pouca sinalização, ou quase nenhuma, pois ficamos um tempão para achar a próxima cachoeira. Ficamos tentando adivinhar a passagem, até que um casal saiu do outro lado do rio e perguntamos onde ficava a cachoeira da Zilda. 

Assim, atravessamos o rio e pegamos uma trilha que dá em uma lage de pedra. E continuando na intuição conseguimos chegar na....

Cachoeira da Zilda:








E com a bússola interna a todo vapor, chegamos na última cachoeira dessa direção do Rio Capivari.

O Poço da Proa

Gente! Que lugar lindo! 







E voltamos em direção à:

Cachoeira do Escorrega (que fica dentro do camping)





Na quarta-feira aproveitamos para conhecer outras cachoeiras e percorremos
a Estrada Real em várias rotas. Adoramos encontrar o símbolo dessa estrada que remete a história daqueles que seguiam por caminhos difíceis e que foram interligando lugares, pessoas, religiosidade e culturas...


 eu vejo o futuro repetir o passado e vejo um museu de grandes novidades... o tempo não pára!


                   Simbolo do Caminho Religioso da Estrada Real - CRER





Cachoeira da Fumaça 








e da Esmeralda





A cidade





e acabou o dia num belo fim de tarde no Vale da Zilda




Então... aprendemos que nunca devemos sair por aí sem a certeza de encontrar um camping com o mínimo de estrutura e que esteja funcionando. Assim, inconformados com o não acampar em Carrancas fez que esticássemos nossa viagem... porque não São Tomé das Letras?

Dessa vez por rodovia e nada de estrada de chão...

E lá fomos nós para São Tomé das Letras já sabendo qual camping iríamos ficar.




E daí vem outra história...

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Caminhando e Acampando em Ibitipoca-MG

Como o tempo corre!!!!.. tantas coisas acontecendo na nossa vida e só agora que tivemos um tempo para sentar e escrevermos a nossa última viagem com a "Lindona", em agosto de 2015. Mas, como as vivências continuam em nossa memória e as fotos nos fazem reviver todos esse bons momentos, estamos aqui compartilhando com vocês, mesmo que seja com um certo atraso...

Então...vamos começar a relatar a nossa jornada de férias.


Depois de tanto tempo sem caminhar e acampar com a "Lindona", finalmente caímos, literalmente, na estrada para fazermos um roteiro mineiro, cheio de trilhas e águas.
Nada como férias para podermos entrar em contato com a natureza e termos o privilégio de podermos encontrar pessoas bacanas pelo caminho.



Caminhando com Milton Nascimento




Nossa primeira parada foi em Ibitipoca. De Lima Duarte até lá são aproximadamente 25 km de estrada de chão. A estrada não é ruim e fomos devagar curtindo o visual, já entrando no ritmo da região.







Que lugar tranquilo e bonito...A cidade é bem pequenininha, mas muito acolhedora!







O Parque Estadual de Ibitipoca foi o que nos levou como ponto de maior interesse  a fim de conhecermos os diversos circuitos que vamos descrever mais adiante.

Ficamos acampados no Camping Canto da Vida, bem pertinho da entrada do Parque. Pela estrada principal a distância é de 1,100 km, mas pelo atalho em trilha, ligando o camping até o Parque, são 600 m. O camping fica aproximadamente a uns 3 km do centrinho de Ibitipoca. 
O camping estava vazio quando chegamos e fomos. muito bem atendidos na recepção onde nos foi mostrado as instalações do Canto da Vida.






O camping é muito bonito, conta com espaço para aproximadamente 30 barracas, em platôs.
Pode-se colocar o carro próximo a barraca.





Em alguns espaços pode-se contar com energia elétrica (110V), já que não há postes espalhados pela área do camping, pois a proposta é curtir as estrelas. Então,é necessário levar uma extensão bem grande se for o caso.

vista dos banheiros e da casa principal

Há uma bateria de banheiros misto...Um corredor com 4 espaços individualizados para chuveiro elétrico e contam com água quente e outro corredor com 4 espaços para os vasos sanitários. Os banheiros estavam sempre limpos e organizados, mesmo com o aumento de pessoas no final de semana subsequente a nossa chegada.




A área de cozinha comunitária estava em obras no momento, onde o proprietário Nelson pretende dar mais conforto para os campistas. Terá mais espaço para os fogareiros,pias e mesas. Sendo assim,utilizamos a geladeira,pia e tanque da casa do proprietário. Se não for interesse preparar o café da manhã na barraca pode-se pedir esse serviço no dia anterior, que é servido no salão da casa principal.


Cozinha comunitária em obras
Há também área de volei, piscina e sauna





O camping preza pelo silêncio. O proprietário mora no local, o que propicia melhor monitoramento do espaço.


Recepção do camping e chalés e casa do proprietário

Tem área para fogueira e convívio




Na ocasião tivemos problemas em acessar o wi-fi no camping e também não há sinal no celular para quem não tem Claro. A antena da Vivo foi instalada na serra, defronte ao Camping, mas não estava em funcionamento.

Existe também a possibilidade dos chalés no Canto da Vida, mas não mudamos de opinião... 

Amamos ter a oportunidade de dormirmos assim...




E conviver com os cachorros bacanas que sempre nos fazem companhia...




Ficamos 5 dias em Ibitipoca e durante esses dias fizemos roteiros lindos que iremos descrever a seguir:

1º dia (quarta-feira- 12/08) -  montar barraca, almoçar, conhecer a cidade e comprar alguns ítens de subsistência no mercado;









2º dia (quinta-feira- 13/08)- Dedicado ao  Parque Estadual de Ibitipoca. O parque de Ibitipoca é extemamente organizado, bem sinalizado e cuidado.
Chegando no Parque fomos até o Centro de Visitantes para tomarmos conhecimento das distâncias e dificuldade das diversas trilhas e assim, podermos decidir qual caminhada faríamos nesse dia. 




Maquete do Parque Estadual de Ibitipoca

Decidimos ir para o Pico do Pião. Da portaria do Parque até o Pico foram 6 km de ida e 6 km de volta. O tempo seco e o calor aumentaram muito a dificuldade dessa caminhada que é cheia de subidas e descidas íngremes, mas a beleza da paisagem compensa todo o desgaste físico. Levar muita água, e passar protetor solar é fundamental. Ajudou muito o auxílio do bastão para minimizar o impacto das articulações durante todo o trajeto. 

início da caminhada


águas cor de chá







subidas e descidas que pareciam intermináveis.... ufa!


passamos por grutas e vimos uma vegetação de serrado


















A chegada no Pico é de emocionar e a vista é deslumbrante!!!






Esta é a ruina de uma igrejinha. O que resistiu às intempéries foram o altar e o piso....




                          um detalhe dessa "jóia" que resistiu ao tempo




vista do Pico do Pião

Na volta, o Sylvio sentiu muita  dor  no joelho  e assim, no dia seguinte, que prevíamos ir até a Janela do Céu, tivemos que mudar o nosso roteiro, deixando essa trilha para outra oportunidade. Foi uma pena... pois todos dizem que embora a trilha seja bem desgastante e maior que a do Pico do Pião, o lugar é muito bonito e a situação geográfica da Janela é única. Ficou a vontade de retornar e fazer esse circuito para termos essa experiência.



3º dia (sexta-feira- 14/08)- Conhecer melhor a estrutura do Camping, passeio pela cidade, almoço e depois acabamos fazendo o passeio do Por do Sol, com a agencia de Turismo Sauá, com o Gabriel, que é uma pessoa extremamente gentil e alegre... aliás toda a galera que trabalha na Sauá é super do bem e parecia que já nos conhecíamos há muito tempo. Beijos pra Ana Paula e Kelly com sua bebezinha Iara.






Tivemos a oportunidade de conhecer o casal bacana do Rio que nos incentivou muito fazer esse passeio de fim de tarde... super lindo!









4 dia ( sábado- 15/08) - Na véspera combinamos com o Gabriel da Sauá, em fazermos o passeio pelas cachoeiras que ficam abaixo da Janela do Céu. Fomos de Land Rover até o local onde iniciava a trilha para as 3 cachoeiras, nos 3 estágios de dificuldade.Fomos junto a um grupo bem bacana que deu a animação para superarmos a dificuldade que foi chegar no 3º estágio. 



vista da Janela do Céu






Depois da caminhada e banho de cachoeira, nada melhor do que saborear a comida típica local... a gentileza mineira de servir na cozinha junto ao fogão a lenha, tomando a cachaça deliciosa produzida na região é tudo de bom... a comida  da dona Lúcia é maravilhosa!!!! Valeu Gabriel!!!!







 5º dia- ( domingo- 16/08) - Retornamos ao Parque Estadual de Ibitipoca para fazermos o Circuito das Águas- trilha mais tranquila e cheia de belas paisagens. Como era um domingo havia muita gente percorrendo esse circuito. Vale ressaltar que existe limite para visitação: nos dias úteis é permitida a entrada de 300 pessoas e nos finais de semana e feriados são permitidas 800 pessoas. Por isso, fica a dica... chegar cedo para comprar ingresso na portaria do parque, para evitar fila de gente e carro nos fins de semana.













Segunda-feira- dia 17/08
Resolvemos continuar nossa viagem de forma inusitada. Ir para Carrancas pela Estrada Real- aproximadamente 90 km de estrada de chão. Gente.... foi muita poeira, já que não chovia e tudo estava muito seco.




Saímos por volta das 9 da manhã em direção a Santana do Garambéu, passamos por Piedade do Rio Grande, até chegar a Madre Deus de Minas onde atravessamos de balsa a represa de Camargos, na localidade de Brasilinha. 




Chegando na margem do rio é só esperar a balsa vir te pegar (se não for durante o horário de almoço do barqueiro)


Não tem travessia na terça-feira... a gente não sabia disso.




Um pouco de boa vida pro "Audaz"

Depois pegamos mais 30 km de estrada de chão em direção a Carrancas....



Mas, Carrancas será outra história.....